segunda-feira, 28 de março de 2011

Refletindo...

O conformismo é uma alusão à felicidade - não a felicidade em si, mas o que se pode ter dela.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Nas entrelinhas - Sol ou Farol?

*Se ainda não leu o poema "Sol ou Farol?", clique aqui. Se já, prossiga a leitura!

"Sol ou Farol?"

"O que isso quer dizer?"

"Por que ela prefere o farol?"

É, pessoas... talvez sejam essas as dúvidas que percorrem a cabeça linda de vocês ao lerem um poema tão... (?), se é que me entendem... Agora, se não, então estou bem por fora, e sendo assim, melhor falar logo do que sei...!

Como já disse, esse poema foi dedicado à uma amiga de pensamentos ilógicos, e não é a primeira vez que escrevo versos assim sarcásticos para essa pessoa - ah, bons tempos...!

Enfim... aconteceu que, um dia, de noite, na escola, onde as janelas da nossa sala dão para o estacionamento, uma luz repentina clareia a janela ao lado dessa minha amiga, que olha, abismada, e diz: "Nossa! Olha, Michelle! O farol do carro... Parece o sol... Você podia escrever um poema...!"

Eu, dando continuidade à este momento sublime, improvisei de pronto alguns versinhos - que compõem a primeira estrofe. E então sorrimos um sorriso de "como somos bobas!", e voltamos nossa atenção para a aula.

E, chegando em casa, folheando as páginas de meu caderno, reencontrei esses versos, e me veio à mente as outras pérolas que ocorreram neste mesmo dia - como ela dizendo "Acordo às 11h e ninguém vai mudar isso", quando sugeri que ela começasse a acordar mais cedo... O que me fez compor os versos da última estrofe:
(...)
"Talvez precisasse de um pouquinho de luz
Ou acordasse tão tarde, que sentisse falta do sol
Que sabe se eu acordasse mais cedo... - (minha sugestão)
Não... por hora me basta o ilusório farol...!" - (a resposta dela: "Acordo às 11h e minguém muda isso!)

A estrofe intermediária surge fazendo uma brincadeira sobre os pensamentos ilogicamente engraçados e sem sentidos que minha amiga teve naquele momento, e a desculpa "Eu estava sem óculos" está presente pois ela realmente usa óculos, e estava sem ele no dia, além de sua afirmação de que ela deveria tê-lo buscado naquele dia mais cedo, e não conseguira acordar na hora prevista - o que me levou a sugestão da mudança de horários citada anteriormente.

Há ainda uma relação - que só fui perceber depois de ter escrito o poema - entre dois versos da segunda estrofe e um da terceira.

Acompanhe:

Segunda estrofe:

"Não sei o que pensava naquele instante
Certeza tenho que eram pensamentos ilógicos"

Terceira estrofe:

"Talvez precisasse de um pouco de luz"

Sacaram? Não?? Então prestem atenção:

O primeiro verso da terceira estrofe, mediante os dois anteriores da segunda, se torna ambíguo por sugerir tanto que a necessidade fosse de luz solar - que perdia por acordar tarde... -, quanto de luz significando razão - alguém que tenha constantes pensamentos ilógicos definitivamente precisa de um pouco de razão, concordam?

Então é isso, galera! Está portanto decodificado este pequeno e simples poema intitulado "Sol ou Farol"!

Gostaram? Não entenderam alguma coisa?? Compreenderam algo de uma forma diferente da minha??? Um outro poema meu ficou meio difuso em sua mente???Deixe-me saber, comentando neste post ou me mandado um e-mail - o endereço consta no meu perfil, bem aqui no cantinho direito do blog, oks?

Beijos!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Nas entrelinhas...

Caros leitores...

Olá! Tudo bem com vocês??

Então...

Recebi um comentário sobre um de meus poemas, que me deixou um tanto pensativa à respeito dos mesmos. Um amigo me disse não ter entendido o significado do poema "Sol ou Farol", e acho que ele não deve ter sido o único - ainda mais se tratando de uma piadinha interna entre uma amiga e eu.

Me aprofundando um pouco mais nesse pensamento, penso que outros de meus poemas talvez tenham significados e sentidos não identificados pelos ávidos leitores, o que me leva à uma nova linha de postagens que pretendo seguir neste blog, que vocês poderão entender por "decodificação", e intitulados "Nas entrelinhas".

As postagens marcadas por "Nas entrelinhas", nada mais serão do que textos explicativos, como uma tradução, de algumas de minhas antigas postagens.

É uma forma de conhecer melhor tanto meus "suspiros poéticos" - gosto tanto de chamá-los assim...! -, quanto a autora em si.

Enfim... os interessados, fiquem atentos às novas postagens! Estou trabalhando em algumas coisas já, então não demora muito e vocês terão a decodificação das coisas confusas provenientes da caixola de uma jovem de pensamentos confusos...! (rs)

E não acaba por aqui...

Eu gostaria muito que, nessas postagens, vocês, meus queridos e queridas leitores e leitoras... comentassem, dizendo o que entenderam do texto decodificado, quem sabe até sua própria decodificação... eu adoraria saber o que se passa na cabeça de quem lê meus "suspiros poéticos" - eu gosto mesmo de chamá-los assim...!

Então é isso!

Obrigada desde já pela atenção de vocês e um bom dia! - englobando, neste "bom dia", todas as horas do dia, sem dividi-las entre dia, tarde e noite, para não haver conflito entre o "bom dia" e a hora em que leu este "bom dia"...!

Beijos!

Michelle

terça-feira, 22 de março de 2011

Sol ou Farol?

Uma luz repentina refletiu na janela
Pensei ser o sol, se antecipando no horizonte
Mas eram os faróis de um carro vizinho
Que à minha janela estacionara defronte

Não sei o que pensava naquele instante
Certeza tenho que eram pensamentos ilógicos
Como pude supor ser o sol, se era noite?!
Se serve a desculpa, eu estava sem óculos...

Talvez precisasse de um pouquinho de luz
Ou acordasse tão tarde, que sentisse falta do sol
Quem sabe se eu levantasse mais cedo...
Não... Por hora me basta o ilusório farol...!

*Dedicado à Sabrina - a garota dos pensamentos ilógicos! -, dando continuidade à um momento tipicamente sem sentido na escola...!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Antes que a cidade desperte

O céu amanheceu cinza - como se fosse um prelúdio de como ficaria pelo resto do dia. A cidade ainda dormia, portanto havia pouco movimento na rua, e o menino, já tão cedo desperto, aproveitou para visitar um lugar particularmente mágico e especial para ele.


Tinha lá seus dez anos e um óculos de armação quebrada, mas ele não se importava, ainda mais ali, cercado por tantos livros - seu paraíso pessoal, refúgio de todas as manhãs.

A biblioteca era imensa, e o garoto se achava pequeno demais para ela. Enquanto passava pelos corredores - que lembravam muito as paredes de um labirinto -, corria os dedos pelos livros, tanto para sentir a textura quanto para não se perder.

Olhava fascinado para os títulos sobre seus dedos e também para os que estavam nas prateleiras mais altas, fora do alcance de suas pequenas mãozinhas. Todavia, não se atrevia à pegar nem mesmo esses que alcançava. Achava-se pequeno demais para absorvê-los também.

Logo chegou ao que procurava de fato - a seção infantil. E ali, seus olhos se perdiam na profusão de cores das capas, dos títulos, gravuras...

Os livros de adultos não eram assim tão coloridos, e ele se perguntava o porquê disso. Ele pensava que as cores eram como uma magia à parte nos livros, e todos precisavam de magia, até os adultos.

Começou logo a procurar pelas histórias que comporiam a sua leitura do dia. Eram tantos!

Por fim, quando em seus braços já não cabiam mais livros, o menino dirigiu-se à sua mesa habitual e espalhou-os por sobre ela.

Um por um, pensava já ter lido mais de cem. Sua leitura era rápida, pois temia não haver tempo para todos.

À todo momento, esboçava um sorriso no rosto. Ora, de alguma cena engraçada na história, ora de pura satisfação.

E as horas iam passando, silenciosamente, mal se fazendo notar. Só quando o ruído distante do tráfego alcançou os ouvidos do menino, familiarizados ao som, foi que a distração surgiu e a leitura teve de cessar. A cidade acordava e era hora de partir.

Deixou os livros em cima da mesa, levantou-se e ficou a olhar para eles por um momento - uma despedida silenciosa. E então partiu.

Passando novamente pelo corredor, mas agora fazendo caminho inverso, pensava em seu fascínio pelos livros. Mas daquele mundo de letras e imagens, guardaria apenas as imagens, pois as letras ainda não conhecia muito bem. Sabia que um dia iria, e, quem sabe, podia até mesmo escrever um livro. Se para adultos ou crianças, ainda não tinha muita certeza, mas sabia que seriam coloridos - todo mundo precisa de magia.

Já do lado de fora, estava pronto para mais um dia. Para sua surpresa, o céu estava claro, com apenas algumas das nuvens que ocultavam o sol naquela manhã. O sol agora brilhava e refletia nas janelas dos carros. E o menino pensou que aquele poderia ser um dia ótimo.

O farol fechou e os carros já estavam dispostos, aguardando o show. O garoto sorriu - era realmente um belo dia de sol -, tirou as bolinhas do bolso e se dirigiu à frente deles.

E deu início ao espetáculo. O tempo era curto, a recompensa incerta. Ele pensava em tudo o que podia fazer se não tivesse de estar ali. Correr no parque, mergulhar, se tivesse piscina. No entanto, já havia se conformado com sua situação. E se contetava com as moedas que recebia, e tinha esperanças. E tinha o seu pequeno paraíso, todas as manhãs, antes de se apresentar ao mundo, antes de encarar a vida.

Ele sorria em direção aos rostos invisíveis na plateia de carros, alheios ao espetáculo, ao dia de sol, aos livros nas estantes da biblioteca da esquina... O farol então abriu e a plateia partiu. Logo seria substituída por outra. E assim se repetiria, pelo resto do dia.

A cidade estava enfim desperta.

sábado, 19 de março de 2011

Chuva de Outono

Se em teu amanhã despertasse
Enquanto o teu futuro adormece
E o teu passado acordasse,
O que se esqueceu já não mais se esquece

Em teu presente já não mais estaria
Por entre recordações andaria
E o que uma vez dissera, ouviria
E ao invés de sorrir, choraria

E de teus olhos, lágrimas derramaria
E a chuva de outono, outra vez,
Sobre ti cairia...

quarta-feira, 9 de março de 2011

Em poucas palavras...

Se não há expectativas, haverão mais surpresas e menos decepções.

terça-feira, 8 de março de 2011

Retrato

Se eu desejar que te lembres de mim,

Não espere por nenhuma fotografia.
Uma imagem não diz muito de mim
Meu fiel retrato é minha poesia...