sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Não Se Sabe...

Não se sabe se por culpa da vontade
Se nunca pode ou se nunca quis
Sabe-se ao menos que encontrou na amizade
Um modo belo de ser feliz

Mas seu coração há tempos ansiava
Por algo forte como uma paixão
Mas, distante, apenas imaginava
O que era repelido pelo medo da decepção

Não se sabe se está aberto
O coração pulsante que se faz sentir
Não se sabe se está longe ou perto
Quem, de amor, faça-o se abrir

O que se sabe é o que é incerto
Tal qual amor tentar predizer
Não se sabe se está longe ou perto
Só se espera ele aparecer...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Singela Convicção

Começo aqui trabalho amador
Que não sei ao certo a definição
Que cada um tem um olhar, sente um sabor;
Deixo aberto à livre interpretação

Talvez me arrisque a escrever no fim
Minha singela convicção
Não me importo com quem possa vir até mim
Dizer se concorda ou não

Conflitos bobos pouco interessam
Palavras têm poder maior
Definições são como formalidades
Escolha a que convir melhor

Definições dispostas num dilema
Que ousar transpor ninguém faria
Só me pergunto: será que em meu poema
Encontras poesia?


PS: Referente a briga dos gramáticos em definir um poema - se poema ou poesia -; prefiro pensar como uma professora uma vez me disse, que poema é a parte estrutural, e poesia a emoção contida em cada verso...